domingo, 8 de junho de 2008

Em entrevista...

O jornalista Francisco Salgueiro estreou-se na literatura nacional, em 2003, com o irreverente Homens há Muitos.
Três anos e dois livros mais tarde, chegou às bancas outro sucesso: Os Homens das Cavernas também oferecem Toblerones.
Francisco Salgueiro é, ainda, co-fundador de Letras Digitais, a primeira empresa portuguesa a fazer conteúdos para Televisão, Internet e Televisão Interactiva.Vamos conhecer melhor alguns dos seus projectos...

1. Homens há Muitos foi o livro de estreia de autor, em ficção, a vender mais em 2003. Como encarou o sucesso da sua primeira experiência na literatura?
Encarei de forma normal. Porque falar de sucesso cá em Portugal é sempre muito relativo. Aquilo que é um sucesso no nosso país, é um flop num outro grande país europeu. A realidade dos números é assustadoramente diferente.
Acho que é muito importante termos os pés bem assentes na terra e percebermos que não somos nem mais nem menos porque temos um livro que vende uns milhares de exemplares.

2. Como surgiu o projecto Letras Digitais e qual o seu papel no seio desta empresa?
Surgiu numa altura em que era free lancer, escrevendo para vários jornais e revistas e coincidiu com o aparecimento da internet em grande força, em Portugal.
Havia a necessidade de conteúdos escritos para sites e, posteriormente, para a televisão interactiva. Como não podia escrever tudo sozinho e como o excesso de trabalho era cada vez maior, houve a necessidade de criar uma estrutura.
Neste momento sou o sócio gerente da empresa.

3. Como foi a experiência de trabalhar para os Estados Unidos?
A hipótese surgiu através de uma amiga minha que tem conhecimentos na área de produção cinematográfica nos Estados Unidos.
Foi uma experiência muito interessante, tanto em termos de conteúdo de escrita (foram os primeiros guiões que escrevi e têm uma linguagem totalmente diferente de um livro), como em termos de mercado (o funcionamento profissional com que encaram a produção de filmes é totalmente diferente daquilo que existe em Portugal).

4. Como classificaria o actual jornalismo português?
Está cada vez mais ligado aos interesses dos grupos económicos onde os meios de comunicação estão inseridos.
Todos defendem virtudes, mas, no fundo, todos acabam por ser escravos das administrações e accionistas.

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